COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA

11/11/2015 14:29

Igrejinha

    De acordo com o Decreto episcopal que elevou à condição de Arquidiocesano o Santuário Senhor Bom Jesus do Livramento, este e a igreja-matriz se fundem num só templo. Em conseqüência, destina-se a romeiros e fiéis em geral, forasteiros ou paroquianos.   Assim sendo,  tanto quanto as demais comunidades,  as pessoas residentes no centro devam ter seu lugar  próprio,  sua sede para  se reunir e celebrar sem, entretanto, deter o privilégio de utilizar  o Santuário como sede de suas atividades comunitárias.
    Por isso que o  organograma da Paróquia   destina para sede da “Comunidade Centro” a acolhedora  igrejinha dedicada a Nossa Senhora Aparecida, construída sobre pequena colina donde se pode espiar o nascer do sol e a altivez da Matriz-Santuário, à direita. Essas duas igrejas compõem bonito cenário; vistas de longe, parecem irmãs... de idades diferentes,  ambas bonitas e colorida por dentro.
    Entretanto, na prática, a igrejinha que guarda em  pequeno trono uma  imagem de Nossa Senhora, Mãe,  aparecida nas águas,  é lugar de aconchego de todos. Reúnem-se ali, a cada manhã de domingo e em ocasiões especiais, cristãos de todos  lugares, tanto da cidade  quanto da zona rural  ou visitantes.  Parece mãe acolhendo os filhos em sua casa, sem fazer distinção de nenhum. Todos iguais. Assim sendo, a “comunidade centro” se dilui entre as demais   e com todas convive e age, em fraternidade  plena! Melhor assim!
    Todavia, a  capela Nossa Senhora Aparecida  tem história peculiar. João Domingues de Sampaio, abastado construtor nascido em Bocaina de Minas e radicado no  Livramento decidiu construir para uso particular de sua religiosa  família (atitude comum, naquela época) uma capela  que se assemelhasse  à primeira “igreja velha” de Aparecida do Norte.  Em 1930, com recursos próprios,  projetou  e ergueu  o templo,  com  altares laterais em honra  a São João Batista, seu protetor, e outro  a Santa Rita,  a preferida  de sua esposa Rita de Cássia. Ornada com duas torres, diferenciava-se da igreja Matriz que tinha nenhuma. Depois da morte de João Sampaio, a capela ficou desativada e fechada ao povo durante anos. Só em 1961, no segundo dia da “Festa de Setembro”,  Dona Ritinha, como era chamada,  e seu novo esposo  decidiram transferir e entregar em caráter definitivo à Mitra de Juiz de Fora a  posse  do terreno,   da capela e  de tudo que dentro dela existisse. Participaram do ato de recebimento, em Cartório, o 1º  Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Geraldo Penido, o pároco, Pe. Antonio Maria de Castro e o ecônomo Pe. Wilson Guetti, todos falecidos.
    No ano 2015,  regularizou-se oficialmente a propriedade em nome da Mitra Arquidiocesana de Juiz de Fora mediante  ação de usucapião com sentença registrada na Comarca de Aiuruoca. Conclui-se que, no dia a dia, a “igrejinha” de Nossa Senhora apenas simbolicamente é a sede da “Comunidade Centro” porque, na verdade, é nela que os devotos todos têm gosto de cantar pedindo à Virgem,  Mãe Aparecida, que estenda seu olhar sobre o chão da vida e sobre os lares  de cada família  e  lhes  dê  a paz e o amor que vem do bom Jesus!

Texto: José Cunha de Campos
Fotos: Paroquia Senhor Bom Jesus do Livramento

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