MATA DO PAIOL

23/10/2015 12:00

    Lá, beirando o pé do morro do “Guatambu”, recolhida em seu silêncio, uma capelinha dedicada ao glorioso São José, parece dizer: “ Não importa o que pensam de mim! Sei que  sou pequenina, mas ajudo a fazer pulsar a fé, a esperança e o amor naquelas pessoas que esperam  em  Jesus  e o colocam à frente, como mestre  e  pastor!.  A cruz azul  marcando minha testa é o sinal  dAquele a quem eu sirvo... Escutem o que digo:  se nas grandes catedrais acontece o grande milagre da Eucaristia...  no  meu  altarzinho,  também!.
Pois é: poucos sabem que a Comunidade “Mata do Paiol” nasceu em salas e cozinhas, tal como se deseja para vivência de uma Igreja doméstica. Tudo começou com costume de pessoas se reunirem para rezar o santo terço até que, em 1983, nove famílias implantaram ali a novena de Natal, ato de piedade que vem se repetindo a cada ano, sem deixar de lado meditações sobre Campanha da Fraternidade, cursos de base, celebrações da palavra.
Para isto, os moradores formaram quatro “grupos de reflexão”, estruturados conforme normas da Igreja. Quatro anos mais tarde, as famílias se organizaram e fizeram funcionar pastoral do dízimo, formação catequética e preparação para o Batismo. Tudo isto, sem terem uma capela para ponto de referência e encontro do povo.

    Eis que, em 1988, os moradores decidiram oficializar a Comunidade, como célula viva unida à Igreja local, adotando para seu  protetor  a santa figura  de São José;  puseram  nele (o santo carpinteiro), a esperança de construírem um lugar para oração. Conseguiram!  Coordenados por equipe de catorze pessoas que dividiam mutuamente suas tarefas de planejamento, organização e arrecadação de recursos, se colocaram em “ordem de batalha”.  Com esforço e participação de todos, como num mutirão de formiguinhas, começaram a levantar pequena capela na qual, no dia 17 de junho de 1990, antes mesmo de ficar pronta, foi celebrada a primeira Santa Missa, para alegria de todas as famílias daquela região. Daí em diante, a Comunidade crescia em “estatura” e graça...  Era sonho, virou realidade...
    Entretanto, são inevitáveis os tropeços que a vida apronta; assim, para procurar melhores condições de vida, muitas famílias se mudaram, tal como acontece com a maioria dos aglomerados rurais.  Apesar disso, os remanescentes da comunidade não desanimaram; continuam firmes na fé e na evangelização, certos de que onde dois ou três estiverem reunidos em oração, Deus aí está, tanto no aconchego de um lar quanto no barulho da sociedade! 

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