SERRA DA GARÇA II

23/10/2015 12:00

    Grande paredão de pedra é o cartão postal que identifica a “Serra da Garça II” abrangendo propriedades rurais de alguns municípios como Liberdade, Seritinga, Andrelândia, com acesso próximo à ponte dos “Pereiras”, na BR 267.  No alto da pedreira, uma “água santa” nasce e escorre mansamente para a escarpa da “Serra II” como lágrima a molhar-lhe o rosto desgastado e escurecido pelo tempo...
    A história da Serra da Garça II remonta a antes de 1.900. Indício disto é a existência, no alto de um descampado, de muro de pedras protegendo velho cemitério onde foram sepultadas algumas vítimas da  varíola  que atormentou o Brasil  a partir  do  ano  1840.
    É certo, também, que a religiosidade já estava presente ali, pois existiu uma capelinha de adobe recoberta com telha canal, construída para serventia dos donos da terra. Era tão pequena que nela nem cabiam os familiares. Com o tempo, foi crescendo o número de famílias moradoras na região e as orações e atos religiosos passaram a ser feitas ao ar livre (fora da capelinha) ou em casas de moradores. Devido à distância de Liberdade e estradas precárias, o atendimento pastoral era feito pela Paróquia de Serranos, através de estimado sacerdote que orientou, animou e ajudou o povo a começar construção da capela que existe hoje; quando foi transferido para Baependi (onde morreu) deixou pronta a parte bruta da obra.
    A partir daí, a Paróquia de Liberdade retomou o atendimento ao povo e cuidou de reorganizar as famílias para que se sentissem participantes da igreja, unidas entre si, como elo de uma rede, tendo Ministério Extraordinário da Comunhão, equipes de dízimo e catequese. Para marcar essa nova etapa, a Paróquia deu ao conjunto de famílias freqüentadoras dali o nome de Comunidade “Serra II”.  Entretanto, só após 1993, com atuação efetiva do pároco, a população conseguiu dar acabamento à capela. Construiu-se, recentemente, espaço coberto para melhor conforto do povo nas celebrações e na animada festa anual que acontece no 2º domingo de julho, com presença de muitos visitantes; algumas cavalgadas chegam de regiões diversas de Andrelândia, Seritinga, Serranos e outras.
    A participação missionária das famílias, principalmente da juventude, vem esbarrando na inevitável mudança de muita gente para outros lugares em busca de estudo ou trabalho.  Mas isto não diminui o entusiasmo e a fé das pessoas, pois continuam firmes, como cristãos, membros  da  comunidade-igreja que ajuda a formar a Família Bom Jesus!.

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