SILVIANO BRANDÃO

23/10/2015 12:00

    De longe, parecia uma casinha branca; de perto via se uma capela tão pequena que, certamente, cabia padre, sacristão mais uma dúzia de pessoas; mas era um tesouro para o povo religioso de “Muchoco” (nome de uma árvore) e, por essa razão, foi sendo aumentada, ao longo dos anos.  Decerto, foi construída por algum bondoso fazendeiro que a dedicou a Nossa Senhora Aparecida e era freqüentada por moradores da divisa do município de Carvalhos e dos arredores de Batistas, Taquarassu, Olaria, Cachoeirinha e redondeza. De lá avista-se a parte alta da cidade de Liberdade. Ao pé do morro havia, desde 1903, uma estrada de ferro que passava por Liberdade e ia até Soledade.  Na década de 1940, a Rede Mineira de Viação construiu ali uma estação ferroviária dando-lhe nome em homenagem a um de seus engenheiros. Foi assim que “Muchoco” perdeu o nome e virou “Silviano Brandão”; foi bom porque a estação ferroviária ajudou o lugarejo a progredir!
    Não se tem registro histórico da data de construção daquela primeira capelinha; mas o certo é que o espírito religioso do povo daquela época levava as pessoas a cuidarem de, logo que fundassem povoado, construírem cruzeiros, ermidas ou capelas para se reunirem em orações, rezas do terço e receberem, quando possível fosse, a visita de algum padre para celebração de santas missas e sacramentos.
    Sem dúvida, portanto, que os moradores de Silviano Brandão se organizaram como comunidade a partir da estrada de ferro e, principalmente, depois da inauguração da estação ferroviária porque habitavam a região, além de servidores da Rede Mineira de Viação, fazendeiros, lavradores, agricultores e fornecedores de lenha para abastecimento de caldeiras das locomotivas que eram movidas a vapor (“Maria Fumaça”).
    Havia na localidade casa de comércio (as chamadas “vendas”), fábrica de laticínios e bom movimento de pessoas nos finais de semana ou em dias de festas populares. No dia a dia, a vida era movimentada até que, na década de 1970, o Governo Federal extinguiu a malha ferroviária no Brasil; acabou-se a estrada de ferro e, conseqüentemente, muitas famílias se mudaram. Trabalho diminuiu, povo se dispersou, a vida ficou mais difícil; mas, a religiosidade dos moradores não enfraqueceu, pois um cristão nunca desanima: coloca a fé, a esperança e a caridade amorosa em primeiro lugar
    Assim, atualmente, voluntários, animados pelo esforço da Coordenação, ajudam como podem na evangelização e catequese e na animação de Missas ou celebrações periódicas, mantendo-se sempre entrosamento com as atividades da Paróquia, como se fosse o nó de uma rede que entrelaça entre si as Comunidades. 

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